Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa “Uma divertida comédia romântica”

Finalmente chegou o aguardado momento de conferirmos o terceiro e último filme da Marvel deste ano, mas será que depois dos sucessos estrondosos de Pantera Negra e Vingadores: Guerra Infinita, a Marvel conseguirá emplacar mais um blockbuster?

Vamos começar nossa crítica esclarecendo algumas coisas. Caso você não saiba, os eventos da história de Homem-Formiga e a Vespa acontecem antes de Vingadores: Guerra Infinita, isso significa que Thanos ainda não desintegrou metade da população do universo. Na verdade, o longa se foca em contar o que aconteceu com os personagens do núcleo do Formiga depois que ele ajudou o Capitão América em Guerra Civil.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

Para aqueles que tinham a pretensão de assistir o filme com a esperança de ter um vislumbre do que aconteceu após Guerra Infinita, podem desistir disso. Dito isso, podemos começar a falar sobre a nova aventura do herói inseto.

O fato da história não ter que lidar com o ataque de Thanos, faz com que tudo seja muito mais leve e didático, algo que é muito similar ao que vemos na primeira aventura solo do herói nas telonas, porém isso não significa que o filme não tenha seus momentos de brilhar e que ele seja sem relevância, pelo contrário.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

O grande foco do longa é apresentar a heroína Vespa de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), mas além disso, ele também constrói o alicerce para importantes caminhos que podem ser seguidos pelo MCU no futuro. Com Scott Lang (Paul Rudd) tendo que lidar com a prisão domiciliar, e Hope e Hank Pym (Michael Douglas) tendo de viver como foragidos por terem fornecido a tecnologia usado por Scott na Alemanha, a trama central se cerca em um núcleo extremamente restrito.

No decorrer do longa, somos apresentados a novos eventos que abordam os demais personagens da trama, como é o caso da Vespa original, interpretada pela exemplar Michelle Pfeiffer, que ficou presa por 30 anos no Reino Quântico. O fato de Scott ter ido para o Reino Quântico e retornado com vida, durante os eventos do primeiro longa, despertou em Hank e Hope a esperança de que Janet Van Dyne (Pfeiffer) poderia estar viva, e usando esse princípio eles começam a construir uma máquina que será capaz de entrar no Reino Quântico e resgatar Janet.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

A partir daí, uma série de outros eventos se desencadeia, fazendo com que os heróis se encontrem com a vilã Fantasma e com Bill Foster (Laurence Fishburne), que um dia atuou como o herói Golias.

Assim como nos quadrinhos, não posso dizer que Fantasma é uma vilã excepcional e memorável. A personagem apenas cumpre o seu papel de servir como gatilho para as aventuras dos heróis, e oferecer um desafio para eles, mas não é nada que possa ser comparado ao brilhantismo de Loki ou do recente Erik Killmonger.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

O ponto forte do filme é sem dúvidas o humor, que abraça de vez isso e se mostra como uma espécie de “Deadpool suavizado”. Além de Paul Rudd demonstrar que sabe muito bem fazer comédia, é impossível não rir quando Luis (Michael Peña), Dave (T.I.) e Kurt (David Dastmalchian), amigos de Lang, entram em cena. Assim como no primeiro longa, os três arrancam facilmente gargalhadas da plateia, mas quem realmente brilha é Michael Peña, que rouba a cena ao interpretar Luis.

Além da comédia, outro ponto que se destaca muito é a ação. As coreografias de luta estão incríveis, e o trabalho em equipe entre os heróis principais é de cair o queixo, é claro, nada disso seria possível sem os belíssimos efeitos especiais, que deixam tudo muito mais crível.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

Por falar em efeitos especiais, a película se destaca positivamente por eles, principalmente no que se refere aos poderes da vilã Fantasma. Por mais que em alguns momentos uma coisa ou outra pareça ser artificial demais, o saldo geral é satisfatório.

O diretor Peyton Reed, que havia assumido o primeiro longa na metade do caminho, retorna para a sequência, e mostra que está mais confortável e seguro com os personagens, além de mostrar que pode conduzir a película sem se escorar em uma muleta deixada por Edgar Wright.

Crítica – Homem-Formiga e a Vespa

Como dito anteriormente, Homem-Formiga e a Vespa é um filme extremamente simples, quando comparado com os demais filmes recentes da Marvel, porém isso não é necessariamente ruim. Tendo em vista que o estúdio tem um megaevento acontecendo, afogar o público com outra reviravolta importante, que pode mudar completamente o MCU, não é o indicado.

A sensação deixada é de que coisas grandiosas podem se desenrolar através dos eventos de Homem-Formiga e a Vespa, principalmente após o que foi mostrado na primeira cena pós-créditos, porém a Marvel se certificou de que o “tudo ou nada” realmente acontecerá em Vingadores 4, e por isso, preferiu lançar dois filmes mais leves antes, com o intuito de “amaciar” o público.

Observação: O filme possui duas cenas pós-créditos.

Crítica feita pelo Guilherme Souza

Ficha Técnica:

Título no Brasil: Homem-Formiga e a Vespa
Título Original: Ant-Man and the Wasp
Diretor: Peyton Reed
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, Paul Rudd, Andrew Barrer e Gabriel Ferrari
Data de estreia: 05 de julho de 2018
Duração: 118 minutos
Elenco:
Paul Rudd – Scott Lang / Homem-Formiga
Evangeline Lilly – Hope Van Dyne / Vespa
Michael Douglas – Hank Pym
Michelle Pfeiffer – Janet van Dyne
Laurence Fishburne – Bill Foster / Golias
Hannah John-Kamen – Fantasma
Michael Peña – Luis
Abby Ryder Fortson – Cassie Lang
Walton Goggins – Sonny Burch
Bobby Cannavale – Paxton
Judy Greer – Maggie
Tip “T.I.” Harris – Dave
David Dastmalchian – Kurt

Trailer do filme:

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